22 jun

Dinheiro guardado? Saiba como investi-lo

Poupar não é uma tarefa fácil e requer planejamento e disciplina. Portanto, se você já tem um dinheiro guardado, está de parabéns. Você faz parte de uma minoria no país, pois o brasileiro tem pouca tradição de poupar.

No entanto, guardar dinheiro é diferente de investir. Quando você guarda dinheiro, apenas separou uma parte do que ganha. Se não está rendendo juros, na verdade, você está perdendo dinheiro. Com a inflação, os R$ 100,00 de hoje compram mais do que R$ 100,00 em um mês.

O seu dinheiro precisa render mais do que a inflação e, consequentemente, contribuir para a formação do seu patrimônio. Por isso, listamos 4 dicas para você investir o dinheiro guardado e fazer seu dinheiro trabalhar para você. Confira:

A poupança

A caderneta de poupança é uma das aplicações mais tradicionais no Brasil. Isso tem algumas explicações: é simples, considerada de baixo risco e não paga imposto de renda. No entanto, existem alguns problemas sérios.

O dinheiro precisa ficar aplicado por pelo menos 30 dias para que receba algum rendimento. Se sacar antes disso, não rende nem 1 centavo. Além disso, o rendimento da poupança é muito baixo e, às vezes, menor do que a inflação. Isso quer dizer que não apenas pode render pouco como você pode perder dinheiro de fato.

Os investimentos

Em 1º lugar, é preciso entender o que é um investimento. Se você pedir dinheiro emprestado no banco, ele vai cobrar juros de você, certo? Para o banco, emprestar dinheiro é um investimento.

E, nesse sentido, existem investimentos de baixo risco e de maior risco, nos quais você pode não receber aquilo que esperava ou até perder dinheiro. Você deve ter notado que em nenhum momento foi dito “sem risco”, porque isso não existe.

Todo investimento acarreta algum nível de risco, mas há aplicações de baixo risco que rendem mais do que a poupança.

O tesouro direto

O tesouro direto é uma das opções de investimento de baixo risco. Funciona assim: o governo emite títulos públicos, ou seja, pede dinheiro emprestado para financiar as suas necessidades. O investidor compra os títulos e o governo paga juros ao investidor.

Existem diversos tipos de títulos:

  • os que pagam a variação da inflação mais um percentual sobre o dinheiro investido;
  • os que acompanham a taxa básica de juros do país;
  • e os que pagam uma taxa de juros definida no momento da compra.

Para investir em títulos públicos, é preciso ser cliente de uma corretora de valores. No site do tesouro direto você pode conhecer melhor o funcionamento desse mercado e as corretoras habilitadas.

As letras de crédito

Outra opção de baixo risco são as letras de crédito imobiliário (LCIs) e as letras de crédito do agronegócio (LCAs). Diferentemente dos títulos públicos, elas são emitidas por bancos.

As LCIs têm a finalidade de financiar empréstimos imobiliários; já as LCAs, empréstimos agrícolas. Para isso, o investidor recebe juros. Um dos principais atrativos desse tipo de investimento é que eles são isentos de imposto de renda.

Os bancos pagam rendimentos diferentes para esse tipo de investimento e podem ou não cobrar taxas sobre ele. Portanto, informe-se sobre as condições antes de aplicar.

Seja qual for a sua opção, informe-se bem sobre os riscos, as taxas e as expectativas de retorno dos investimentos para evitar surpresas desagradáveis. Contar com a ajuda de um assessor de investimento também pode ser muito útil.

Qual é a sua opção para investir o dinheiro guardado? Conte para a gente nos comentários!